Das dores de mãe

Deixá-los! Sair a correr de um trabalho para outro. Sair a correr para os ir buscar à creche, para ir buscar a avó a casa, para ir deixar os três em nossa casa. Sair a correr para ir ter com o pai, e só voltar daqui a muitas horas, quando o trabalho estiver completamente terminado.

Explicar-lhes tudo. Ouvi-los dizer que sim, que a mamã vai trabalhar, que se portam bem com a avó, que jantam tudo e não fazem birras. 
Dar beijinhos, abracinhos, e sair a correr!
E deixá-los à janela, a mandar beijinhos voadores, a dizer adeus até deixar de os ter no ângulo de visão.
Chegar ao fundo da rua e pela janela aberta do carro ouvir os gritos do Daniel…: “MAMÃÃÃ!”
São dores que eu sinto, e que só aguento sentir, porque acredito que é destes sacrifícios que depende o futuro que quero para eles!

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