Das histórias de amor… o João e o Marcos

O Marcos e o João são daqueles casais que estão sempre presentes na nossa vida! Nunca passam muito tempo sem mandar uma mensagem ou telefonar, a saber como estamos, e a dizer que querem passar lá em casa para ver os meninos. Já várias vezes nos apareceram em casa cheios de sacos de compras, para nos fazerem o jantar, e só vos digo, que cozinham… que é qualquer coisa! Escrevem à muito pouco tempo, um pouco da vida deles (muita culinária incluida!), aqui! Espreitem por lá, e hoje, por aqui, fiquem a saber como começou esta história de amor!

“Começou na internet, lugar onde, para muitos, ainda é
estranho, dar início a uma relação.

Na altura,
eramos os dois solteiros, rapazes livres e desimpedidos, e estávamos
registados, numa rede social
.

Um belo dia, do mês de Junho, vi uma pessoa, numa foto
pequena e um bocado tosca e meti conversa, algo do género:

“Olha!! Não sabia que na minha zona, havia riquezas
assim.”

Nunca pensei, que tivesse qualquer tipo de resposta, já
que nem tinha foto de perfil. Mas tive.

Eu, que tinha
saído duma relação há pouco tempo, que terminou de uma forma um bocado
desagradável, andava numa de me divertir
. Mantinha
contacto com algumas pessoas, e ia respondendo a quem me mandava mensagens.

Recebi a
mensagem dele e, como muitas vezes, dei o benefício da dúvida e respondi.

 
Andámos algum tempo a cruzar mensagens e a falar de um
suposto café.

E, até se
chegou a combinar um encontro, num arraial em Lisboa, mas, e apesar de termos
estado nos mesmos locais, não nos chegámos a encontrar
.

Até aconteceu que, nesse dia, tive de voltar a casa e
perder o comboio, porque me esqueci do telemóvel.

Num belo dia, o tal encontro para café, lá se deu. Ele
foi buscar-me a casa e fomos até ao Gaiteiro, beber um chocolate com natas.
Conversámos, das origens, dos gostos musicais, enfim, o trivial… Descobrimos
que somos, os dois de Alcácer, no meu caso, os meus pais, e ele nascido lá.

E a seguir a esse, outros cafés houve, alguns com mais
amigos e outros sem eles.

Um dia, convida-me, para jantar lá em casa, com os amigos
dele, para os conhecer. Claro que aceitei, já que eu gosto de conhecer gente
nova. Foi um jantar muito divertido, com saída, depois, para um bar da cidade.

Até houve
direito a sessão de perguntas e respostas, nesse jantar (tenho uns amigos um
bocado galinhas…). Penso que todos o aprovaram!

Além do
convite para jantar, também convidei para ir à praia no dia seguinte.
Disse-lhe: “Podes trazer tudo, que ficas cá a dormir e no domingo vamos logo
directos para lá…”. E assim foi.

Foi um fim-de-semana em cheio. Estava tudo a correr muito
bem.

Ao final de um mês, a dia 27 de Julho, foi-me feito o
pedido em namoro. Não sabia o que dizer.

Claro que a resposta foi sim!

Um ano depois,
continuávamos juntos, o que para mim, era um recorde absoluto, em termos de
relações.

Para
comemorar, comecei a imaginar uma coisa.

Usando uma música
de George Michael, que tinha sido uma segunda faixa de um single e era só o
instrumental, criei uma letra. Nela, falei sobre este ano de namoro e no que
sentia sobre isso. Gravei tudo no pc, com um microfone barato que tinha, e
usando um software, que não era nada de especial, lá misturei tudo e tentei dar
um ar decente à coisa.

Nessa tarde,
quando o fui buscar, pus a musica a tocar no radio do carro e, claro, que ele
ficou muito contente com a surpresa!

E pronto, com isto tudo já estamos juntos há 8 anos. E no
meio de tudo o que já aconteceu, brigas e separações, ficam as coisas boas, as
nossas viagens, os tempos passados juntos, até os amigos, que vêm e vão.

Temos construído a nossa vida, a nossa casa, umas vezes
mais facilmente, outras não.

Mas somos felizes, com duas gatas e um bulldog francês,
n’Um t1 para 2! Hehehe!

 
Eu sou o Marcos
E eu o João

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