Diálogos em viagem

A caminho de casa, logo depois de sair da creche, atendo um telefonema no mãos livres. Quando desligo, o Daniel pergunta:
“- Mamã era o avô?
– Não filho era o Ricardo! Do cabaz!
– Do cabaz?
– Sim! Sabes o que é o cabaz não sabes? Aquela caixa grande cheia de fruta e coisas para a sopa e pão que o Ricardo leva à nossa casa… 
– Xim. É o cabaz.”

Continuámos a caminho de casa, a conversar, e quando falávamos sobre o jantar, perguntei o que queriam de fruta. A Carolina disse que queria tangerina. Eu disse-lhe  que não havia, mas depois lembrei-me que provavelmente vinham no cabaz. E disse-lhe isso! Que se viessem no cabaz podia comer as tangerinas.
A conversa entretanto tomou outro rumo, e uns 5 minutos depois, já com todos calados, oiço o Daniel atrás de mim: 
“- Tôôô! (…) Tôôô
– Daniel! Estás a telefonar?
– Xim!
– Para quem?
– Pó cabaz!
– Para o cabaz?!
– Xim!
– E o que lhe vais dizer?
– Qué tangerinas!
– Ah queres tangerinas?!
– Xim!”
E largámos os três à gargalhada! [aposto que no dia em que estejam numa creche perto de casa vou sentir falta destas nossas conversas pelo caminho]
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