# Our life | Regressar à rotina

Regressar à rotina é sempre difícil. Sabe muito melhor acordar quando o corpo e a mente pedem do que quando o despertador toca. Sabe muito melhor tomar o pequeno almoço com todo o tempo do mundo do que engolir a comida a correr para chegar a horas. Sabe muito melhor pensar o que nos apetece fazer durante o dia do que ter a agenda completamente cheia. Hoje foi o dia oficial de regressar à rotina e não foi fácil!

As aulas dos miúdos já acabaram há umas semanas, o pai também esteve [e ainda está] de férias e em 99% dos dias ficou toda a gente em casa, excepto eu,  que trabalhei. Optei por ir para o escritório mais cedo, começar a trabalhar à hora a que normalmente acordo os miúdos em período escolar, para assim poder sair também significativamente mais cedo e poder juntar-me ao resto  da família.

Custou-me todos os dias, mas não desisti. Passaram-se as festas, tivemos muitos dias em casa, fins de semana prolongados, o Natal, os meus 40 anos, a passagem de ano. Fomos ao cinema, a espectáculos, passeámos, apanhámos sol e fizemos 1001 programas em família, e como sempre, o tempo voou e hoje foi o dia de voltar à rotina. 
Ontem ficámos todos em casa, numa espécie de despedida destes dias bons, e fizémos tudo ao ritmo que nos apeteceu. Acordámos tarde [bastante tarde!] e em vez de um pequeno almoço fizemos um brunch. Ninguém que tome o pequeno almoço às 12h30 tem fome para almoçar à hora de almoço e por isso o brunch abreviou a coisa. Depois disso, fomos apanhar sol, os miúdos andaram de bicicleta e respirámos o frio de um dia de sol de Inverno. Regressámos a casa quando o sol começou a descer e vimos um filme [andámos a ver a saga do Harry Potter com eles e ontem vimos o último filme]. Depois do filme, duches, preparativos para o dia seguinte e jantar. 

O objectivo era claro. Tentar voltar a entrar nos horários normais. Conseguimos deitá-los à hora prevista mas claro que não adormeceram. Apareceram uma vez, depois outra, e ainda mais outra… e até quase ás duas da manhã as tentativas de escapar à cama foram as mais diversas e criativas. Devem ter adormecido mesmo perto das 2h e nós fizémos o mesmo. A meio da noite ainda apareceu o Daniel na nossa cama. Não percebemos porquê e na verdade não fizémos questão de aprofundar o tema. Deitou-se no meio dos dois e lá ficou até que o pai já cansado de não dormir o voltou a levar para a cama dele ao colo.
Com toda esta movimentação, claro está que quando o despertador tocou me apetecia tudo menos sair debaixo do meu edredão quentinho. E se a mim me custou, imaginam aos miúdos!
Praticamente não comeram, porque claro está, hoje tudo tinha defeitos. O pão das torradas, o leite com pouco nesquick, a roupa que tinham para vestir, o peso das mochilas, o lanche para o intervalo… e por aí adiante.
Lá os levámos à escola e seguimos. Quando me sentei ao computador e comecei a trabalhar a verdade é que tive que respirar muito fundo para me conseguir concentrar. Tinha sono e não me apetecia fazer nada mais do que fugir para o meu sofá e deitar-me com uma mantinha a ver um filme. 
Dei comigo a pensar que se a nós adultos nos é difícil gerir a frustração nestes dias, como é que não será difícil esta gestão para as crianças.
Hoje à noite vai ser precisa uma dose extra de mimo. Uma história lida sem pressas, um jantar de que gostem, muitos beijinhos e abraços. E a verdade, é que amanhã já é 6.ª feira!

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